Alagoas tem o sexto voto mais caro do país

O custo de uma eleição é muito caro e para se eleger, os candidatos têm que gastar um pequena fortuna, conforme aponta o relatório da ONG Transparência Brasil, que teve como base as eleições de 2010 e 2012. Quanto é a média do voto em Alagoas para os cargos eletivos? Um dado interessante é que o valor gasto para eleger um vereador em Alagoas no ano de 2012 foi mais alto do que o montante necessário para eleger o governador dois anos antes.

Em 2012, o valor gasto por prefeito para conquistar um voto foi de R$ 30,08, já o vereador desembolsou em média R$ 19,11 por voto. Alagoas ocupa a sexta colocação entre os Estados que mais gastaram para eleger um prefeito, atrás de Tocantins, Mato Grosso, Roraima, Goias e Minas Gerais.
O relatório mostrou que os valores empregados nas eleições municipais foram superiores aos recursos gastos pelos deputados estadual e federal, senador e até governador.Para se eleger em 2010, o governador gastou R$ 17,14, o senador gastou bem menos, apenas R$ 3,28. Entre os deputados, os valores quase se equiparam: R$ 8,37 para deputado federal e R$ 8,80 para o deputado estadual.
Outro ponto de destaque foi o valor arrecadado pelos deputados federais eleitos em 2010, que em Alagoas variou de R$141.829,00 a R$1.089.038,00, com uma média de R$680.457,00, ocupando assim a 5ª posição no Nordeste, perdendo apenas para: Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia e Piauí.  
O relatório foi baseado nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar do relatório apontar um voto de R$30,08 por prefeito eleito, processos eleitorais por captação ilícita de sufrágio, referente as eleições de 2012, dão conta de que votos chegaram a ser comprados em Alagoas por cerca de R$3 mil.
Empresas financiadoras
A cada dois anos o Brasil passa por uma disputa eleitoral. O gasto em todos os pleitos é muito alto, mas de onde vem todo esse recurso? Um relatório da ONG Transparência Brasil detalha a origem dos recursos das duas últimas eleições: 2010 e 2012, onde a maior fatia dos recursos é proviniente das doações feitas por empresas.
Em 2010, os candidatos, juntamente com os comitês e os diretórios partidários receberam R$ 2.313.955.857,00 de empresas, o que equivale a 59,1% do total recebido naquele ano. Já em 2012, apesar da parcela das empresas representarem 34,9% das doaçõesas, ainda assim, está no topo das doações, com um total de R$ 1.834.955.348,00.
Para Cláudio Abramo, diretor executido do Transparência Brasil, o grande eleitor no Brasil é o dinheiro e esse montante doado pelas empresas levanta a suspeita permanente de que, nas decisões políticas e administrativas tomadas, os interesses corporativos predominarão sobre os interesses da comunidade. 
Esse é um dos principais fatores que visa proibir o financiamento prúblico de campanha. O Supremo Tribunal Federal (STF) defende a exclusão de pessoas jurídicas do rol dos doadores de campanha.
Além das empresas, as doações de pessoas físicas, vêm numa constante crescente: nas eleições de 2010, a soma total das doações foi de R$ 427.225.396,00, nas eleições seguintes, esse valor quase que dobrou: R$ 1.191.779.313,00. Outra receita que tem participação considerável durante as campanhas políticas são as autodoações, que em 2010 era R$ 331.116.810,00, o que representou 8,5% das doações, valor esse que dobrou nas eleições de 2012, chegando a R$ 976.722.781,00 totalizando 18,6%. 

Tribunahoje

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