Funcionários dos Correios entram em greve por tempo indeterminado em AL

Paralisação foi decidida em assembleia na noite de terça-feira (Crédito: Assessoria Sintect-AL)
(Crédito: Assessoria Sintect-AL)
Os trabalhadores dos Correios em Alagoas decretaram na noite desta terça-feira (18) greve geral por tempo indeterminado. A categoria pressiona em vários estados para que os Correios desistam de alterar regras do plano de saúde que atende mais de 115 mil trabalhadores e seus dependentes. Eles consideram que haverá uma privatização do serviço.
A paralisação em nível nacional conta com a força de estados como Pernambuco e Sergipe e reivindica o cumprimento da cláusula 11 do Acórdão Coletivo de Trabalho definido pelo TST em 2013 durante a campanha salarial.
Os funcionários temem o pagamento de mensalidade pela assistência médica hospitalar conquistada em 1985 e denunciam os Correios pela privatização do plano de saúde. Atualmente o plano funciona pelo regime de compartilhamento sem mensalidades fixas e com o trabalhador pagando um determinado percentual quando utiliza a assistência médica.
Durante a assembleia ficou definido que nesta quarta-feira (19), a partir das oito horas da manhã, a categoria se reunirá em frente ao Complexo Médico da empresa, localizado na Praça Centenário, para um ato público contra a Postal Saúde, empresa privada criada para gerenciar a assistência médica dos trabalhadores, e contra as mudanças pretendidas pelos Correios para por fim ao atual Correios Saúde.
Os trabalhadores presentes a assembleia aprovaram também uma moção de repúdio à ex-ministra da Casa Civil, senadora Gleici Hoffman, esposa do Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, por declarações contra a assistência médica nos Correios. Um vídeo com a fala da ex-ministra (http://www. youtube. com/watch?v=VbkcG2hV3No) que circula na internet, traz declarações consideradas "infelizes" acerca do plano de saúde dos trabalhadores dos Correios.
A tendência é que já nesta quarta-feira, além de Maceió, várias outras cidades do interior participem da paralisação e fechem as portas das agências suspendendo o atendimento ao público e a entrega de correspondências.



Fonte: Assessoria

0 comentários:

Não serão aceitos comentários que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal / familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Serão suprimidos todo e qualquer comentário com teor preconceituoso.