Avião avista objetos em nova área de buscas pelo Boeing desaparecido

Um dos nove aviões que sobrevoam a nova área de buscas pelos destroços do Boeing 777-200 da Malaysia Airlines, desaparecido desde o início de março, avistou nesta sexta-feira (28) objetos no mar, segundo anunciou no Twitter a Autoridade Australiana de Segurança Marítima (AMSA).

No entanto, de acordo com a AMSA, os navios que estão à caminho da região devem chegar apenas neste sábado. Só então poderão confirmar se os objetos são do Boeing desaparecido ou não. Os objetos foram vistos por avião da Força Aérea da Nova Zelândia.

Navio australiano procura por destroços do avião da Malaysia Airlines no Oceano Índico. (Foto: Australian Defence Force / via Reuters)
Navio australiano procura por destroços do avião
da Malaysia Airlines no Oceano Índico
(Foto: Australian Defence Force / via Reuters)
A equipe de buscas se deslocou nesta sexta-feira para uma zona 1.100 km a nordeste do local até então explorado, após o surgimento de uma "nova pista crível", informaram autoridades australianas. A nova área é mais perto da costa da Austrália, 80% menor do que a anterior e tem condições metereológicas melhores, que podem ajudar nas buscas.

John Young, gerente da AMSA, indicou que as centenas de objetos flutuantes que foram detectadas nesta semana por diferentes satélites, não deveriam ser destroços do avião, como chegou a ser considerado.

"A nova informação é baseada em uma análise contínua de dados de radares situados entre o Mar da China Meridional e o Estreito de Malaca, após a perda de contato com o voo MH370", disse a AMSA.

A equipe de buscas se deslocou nesta sexta-feira para uma zona 1.100 km a nordeste do local até então explorado, após o surgimento de uma "nova pista crível", informaram autoridades australianas. A nova área é mais perto da costa da Austrália, 80% menor do que a anterior e tem condições metereológicas melhores, que podem ajudar nas buscas.

John Young, gerente da AMSA, indicou que as centenas de objetos flutuantes que foram detectadas nesta semana por diferentes satélites, não deveriam ser destroços do avião, como chegou a ser considerado.

"A nova informação é baseada em uma análise contínua de dados de radares situados entre o Mar da China Meridional e o Estreito de Malaca, após a perda de contato com o voo MH370", disse a AMSA.


Esta avaliação foi elaborada pela equipe de investigação internacional na
 Malásia, com a colaboração da Australian Transport Safety Bureau (ATSB), e conclui que é a pista mais crível sobre onde localizar os destroços do avião.Os dados "indicam que o avião voava mais rápido que o estimado previamente, o que provocou um aumento do consumo de combustível, e, portanto, a redução da distância percorrida pela aeronave, que se dirigiu para o sul do Oceano Índico".
A nova zona de busca é de aproximadamente 319 mil km² - tamanho aproximado da Polônia - e está a 1.850 km a oeste de Perth, no oeste da Austrália. A profundidade no mar neste local varia de 2 mil metros a 4 mil metros, seguno Young. Há regiões ainda mais profundas pela região, mas não ficou claro se elas estariam na área de buscas.

Austrália disse que cinco aviões haviam avistado "vários objetos de várias cores" na nova área de busca.

"Imagens fotográficas dos objetos foram capturadas e serão analisadas durante a noite", informou um comunicado da Autoridade Australiana Marítima e de Segurança (AMSA, na sigla em inglês).
"Os objetos não podem ser verificados ou considerados como sendo do voo MH370 até que sejam realocados e resgatados por navios."

O país reposicionou seus satélites para a nova área de busca. A Marinha dos Estados Unidos enviou equipamento capaz de detectar pulsos da caixa preta a até 6.100 metros de profundidade e um veículo submarino não tripulado que opera em profundidade de até 4.500 metros.

'Deserto marinho'
O sul do Oceano Índico é considerado uma área isolada, onde o tráfego marítimo é pouco denso e não é fácil encontrar objetos flutuando como em outros mares.

A missão é um verdadeiro desafio no meio do "deserto marinho", temido pelos navegantes mais experientes, no meio do caminho entre o extremo sudoeste australiano e a Antártica.
O Boeing 777 saiu da rota prevista uma hora depois de decolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim e prosseguiu com o voo por milhares de quilômetros em direção ao sul, antes de cair no mar, provavelmente por falta de combustível.
A investigação sobre o desaparecimento do MH370 pode levar anos e analistas não apostam em uma teoria definitiva, mas advogados americanos acreditam que um princípio de incêndio ou uma inesperada despressurização da cabine deixou os pilotos inconscientes e o Boeing virou um "avião fantasma".
G1

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