Pai espanca filho de 8 anos até a morte por achar que ele seria 'afeminado'


Alex beija a barriga da mãe, Digna, que foi ameaçada por Conselho Tutelar por não matricular menino na escola
Foto: Reprodução / Reprodução
Depois de ser levado com vários ferimentos e desnutrido até um hospital do Rio de Janeiro, o menino Alex, de 8 anos, terminou morrendo em decorrência de uma hemorragia interna. O pai do garoto foi detido depois de assumir que teria dado um 'corretivo' na criança para que ela 'aprendesse a andar como homem'. O caso foi divulgado pelo conselho tutelar carioca nesta quarta-feira (5).  .

Desempregado, Alex André Moraes Soeiro dizia que o filho era afeminado, porque não queria cortar o cabelo e gostava de dança do ventre. Ele foi preso após ter mandado expedido pela juíza Nathalia Magluta e responderá por homicídio e tortura.
Segundo relatos de testemunhas ao conselho tutelar da região onde o garoto vivia com o pai, a madrasta e outras crianças, Alex apanhava frequentemente e não chorava, o que irritava ainda mais Soeiro, que já tinha rejeitado outro filho de 12 anos, por achar que ele seria pouco másculo.
A mãe do menino, que vive no Rio Grande do Norte, tinha enviado Alex para viver com o pai por ter a guarda ameaça depois de impedir a criança de frequentar a escola. A pensão do menino, dada pela avó, continuava sendo recebida pela mulher mesmo o filho morando com o pai no Rio de Janeiro.
Dias antes de matar o filho, Soeiro compareceu à escola carioca onde o menino estudava e solicitou sua transferência, justificando que iria enviá-lo de volta para sua mãe, pois não tinha se 'adaptado' ao Rio.

TNH1

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