Diretor do Moinho Motrisa diz que silo passou por manutenção há seis meses


O diretor-executivo do Moinho Motrisa, Paulo Godoy, afirmou, nesta terça-feira (8), durante entrevista coletiva, que os silos da fábrica passaram por manutenção há seis meses e que não havia nenhuma fissura na estrutura do local. Ainda não há estimativa dos prejuízos provocados pelo acidente.

Sobre a possibilidade de o rompimento do silo ter sido provocado pelo fato de o trigo estar congelado, conforme levantou o Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL), Paulo Godoy disse que a matéria-prima veio do Canadá há três meses, tempo considerado por ele suficiente para que houvesse o descongelamento. Por isso, descartou essa possibilidade. 

“Não sei de onde o Corpo de Bombeiros tirou essa informação. Gostaria muito de conceder a informação correta, séria e precisa, mas não posso confirmar nada, por enquanto, e nem falar de achismos”, reforça. 

Segundo Godoy, oito pessoas sofreram prejuízos em três residenciais e receberam assistência por parte da empresa. Sobre o ressarcimento dos moradores e comerciantes, o diretor disse que a prioridade, no momento, é a estrutura do local. “Estou preocupado com as vítimas e os prejuízos, mas a minha prioridade é o silo”, falou. 

RISCOS 

Apesar de o diretor do moinho afirmar que a estrutura da indústria não está ameaçada, tendo em vista que o trigo armazenado nos outros silos está sendo retirado, o secretário de Estado da Defesa Social, Maurício Maux, que também participou da coletiva, destacou que há a possibilidade de novos desabamentos.

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