Lucro do Itaú no 1º tri é recorde para período, diz Economatica

O lucro de R$ 4,419 bilhões do Itaú Unibanco no primeiro trimestre deste ano, divulgado nesta manhã, é recorde para o período levando em conta o resultado dos bancos brasileiros, informou nesta terça-feira (29) a Economatica.

O banco registrou um crescimento de 27,3% sobre o lucro de R$ 3,472 bilhões do primeiro trimestre de 2013, mas queda de 4,9% na comparação com o resultado de R$ 4,646 bilhões do último trimestre de 2013.
De acordo com a Economatica, antes desse resultado, o maior lucro líquido registrado por um banco era do próprio Itaú, de R$ 3,530 bilhões, no primeiro trimestre de 2011. O Itaú está também na terceira posição do ranking, com o resultado do primeiro trimestre do ano passado.
Depois, em quarto lugar vem o Bradesco, com o resultado de R$ 3,443 bilhões no primeiro trimestre deste ano.
Resultado do Itaú
De acordo com o banco, o lucro líquido recorrente foi de R$ 4,529 bilhões no primeiro trimestre de 2014. Nesse caso, o crescimento é de 29% em relação ao primeiro trimestre de 2013 e redução de 3,2% em relação ao trimestre anterior.

"Essa ligeira redução do resultado no primeiro trimestre de 2014, em relação ao trimestre  anterior, deve-se, principalmente, à redução das receitas de recuperação de créditos baixados como prejuízo (que costumam ser sazonalmente menores nesse trimestre) e à redução da margem financeira com o mercado, parcialmente compensados por despesas não decorrentes de juros (3,4% menores no período). Também contribuíram para a redução do resultado, em menor proporção, a queda de 0,8% na margem financeira com clientes e o aumento de 1,4% nas despesas de provisão para devedores duvidosos (PDD), parcialmente compensadas pelo crescimento das receitas de serviços", diz o bando, em nota.
Carteira de crédito
A carteira de crédito total - quanto o banco tem disponível para empréstimo (incluindo operações de avais, fianças e títulos privados) -, alcançou o saldo de R$ 508.246 milhões ao final do primeiro trimestre, queda de 0,3% em relação ao quarto trimestre de 2013 e crescimento de 11,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Desconsiderandose o efeito da variação cambial, o crescimento da carteira de crédito teria sido de 0,8% no trimestre e de 10,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, diz.
No segmento de pessoas físicas, destacaram-se os crescimentos nas carteiras de crédito de menor risco: consignado, com evoluções de 9,2% no trimestre e 51,6% no período de 12 meses, e imobiliário, com evoluções de 4,2% e 31,7%, respectivamente.
O segmento de pessoas jurídicas, excluindo títulos privados, apresentou redução de 0,2% no trimestre e crescimento de 9,8% no período de 12 meses. A carteira de grandes empresas cresceu 0,6% em relação ao trimestre anterior e 16,9% nos últimos 12 meses, enquanto a carteira de micro, pequenas e médias empresas teve queda de 1,9% no primeiro trimestre de 2014 e de 3,6% em relação ao primeiro trimestre de 2013.
Inadimplência
O índice que mede a inadimplência dos clientes superior a 90 dias, por sua vez, apresentou redução de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 1 ponto percentual em
relação a março de 2013, o menor nível histórico desde a fusão entre Itaú e Unibanco em novembro de 2008, atingindo 3,5% da carteira no período, diz o comunicado.

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