Ministério do Trabalho interdita Moinho Motrisa por tempo indeterminado

Silos do moinho que continuam de pé ainda armazenam trigo (Crédito: TNH1 / Arquivo)O Ministério do Trabalho interditou parte do Moinho Motrisa, no bairro do Poço, na manhã desta quinta-feira (10) para prevenir possíveis acidentes com os funcionários da empresa caso os silos restantes desabem por cima da fábrica.
A informação foi confirmada pelo superintendente regional do Trabalho e Emprego em Alagoas, Israel Lessa. Segundo ele, toda a área da empresa que possa ser afetada caso as torres caiam não poderá mais funcionar.
Mesmo após o desabamento de segunda-feira (7), as máquinas continuaram trabalhando no local. A desinterdição só acontecerá após laudo pericial que ateste a segurança do imóvel.
Lessa explicou que a ação do MTE só não ocorreu antes porque o órgão estava realizando estudos no local na terça-feria e na quarta-feira.
Remoção de estrutura
O funcionário de uma empresa de Sergipe, habilitado para trabalhar com maçarico e em altura, deve chegar a Maceió na tarde desta quinta-feira para retirar as partes de concreto penduradas no silo do moinho.
Em cumprimento a exigências do Ministério do Trabalho e Emprego, a diretoria do moinho contratou um grupo de empresas que farão a remoção das estruturas, com equipamentos adequados.  Com isso, serão atendidas as NR 35 e 18.
O gerente regional de marketing do Moinho Motriso, Rafael Benedetti, informou ao TNH1 que a cadeira usada pelo funcionário que faria o corte nas placas de concreto ontem (09) foi trocada e agora é certificada pelos órgãos competentes. Já o guindaste será o mesmo.
“Conseguimos atender às exigências do Ministério do Trabalho e vamos nos reunir com o pessoal das empresas e com a Defesa Civil para discutir como será feito o trabalho. A previsão é que seja realizado nesta tarde”, disse.
Após a conclusão do serviço, os três silos que ainda estão de pé serão esvaziados e uma empresa de Recife poderá entrar no local para realizar a perícia que vai dizer se há risco de novo desabamento. Os silos continuam com cerca de 600 toneladas de trigo, porque, se estivessem vazios, poderiam desabar no momento do corte das placas, segundo afirmou Benedetti.
Após o esvaziamento e a perícia, será emitida uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) pela empresa responsável, que pode autorizar ou não a reocupação das casas no entorno do moinho.
Segundo a Defesa Civil, o plano diretor municipal impede que exista empresa do porte da Motrisa no perímetro urbano de Maceió, porém o documento é posterior a implantação do moinho na capital alagoana.  
A reportagem tentou ouvir novamente o gerente de marketing após ser confirmada a interdição do moinho, mas ele não atendeu às ligações.
Tnh1

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