Mochileiro Rogério Chimionato chega a AL depois de meses viajando sem gastar nada

Rogério Chimionato pegou 5 caronas de Sergipe à Alagoas (Foto: Natália Souza/G1)
Rogério Chimionato pegou cinco caronas de
Sergipe a Alagoas (Foto: Natália Souza/G1)
Aos 37 anos, o paulista de Franca, Rogério Chimionato, embarcou em uma das maiores aventuras da sua vida. Desde o dia 22 de janeiro ele realiza um mochilão pelo Brasil no qual só existe uma regra: não gastar dinheiro. Na última segunda-feira (7), Chimionato chegou a Alagoas após pegar cinco caronas entre os 280 km de Propriá, em Sergipe, a Piranhas, no Baixo do São Francisco.
Ele só viaja de caronas e se hospeda em casas de desconhecidos. O mochileiro garante: não desembolsou um real sequer para a jornada. "Visitei a região de Xingó, conheci Piranhas e depois peguei outra carona para Maceió", conta o viajante, que é formado em engenharia e trabalhava em Curitiba como instrutor de yoga.
"Já conheci a orla de Maceió, fui no Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] e devo conhecer Japaratinga e Maragogi, mas já surgiu um convite para eu ir ao sertão alagoano na Semana Santa", diz Chimionato.
A ideia da viagem surgiu da vontade de conhecer novos lugares sem gastar dinheiro. "Eu queria terminar a viagem da mesma forma que comecei, sem gastar nada. Não trabalho por dinheiro [durante a aventura], já cheguei a trabalhar por troca de dormida ou comida. Às vezes as pessoas querem me dar dinheiro, mas eu não uso para comprar uma blusa de marca, por exemplo, eu tento reverter em algo para o próximo. Não porque sou bonzinho, mas eu seria contraditório se gastasse de outra forma", contou.
Em uma página chamada "Com a cara e a coragem", que o mochileiro mantém em uma rede social, convites e doações são enviados a ele. "Utilizo a página para atualizar as pessoas que me seguem sobre o mochilão. Eu acompanhava páginas de pessoas que faziam mochilões também".
Rogerio em visita a Penedo (Foto: Rogério chimionato/Arquivo pessoal )
Travessia do Rio São Francisco até o município
de Penedo, em Alagoas. (Foto: Rogério
Chimionato/Arquivo pessoal )
Ele explicou que só vai para lugares que já tenha onde ficar. Chimionato é cadastrado em um site de couchsurfing, [surfe no sofá, em tradução livre], mas ao chegar nos lugares, faz contatos e conhece outras pessoas. "Em Maceió, eu tinha algumas opções de couchsurfing e fiquei em uma casa no Stella Maris. Antes, passei pelo interior de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Sergipe. Achei que o povo aqui em Alagoas é mais receptivo", disse à reportagem do G1.
Generosidade
Com as caronas, Chimionato é menos criterioso. "Já peguei carona em ônibus intermunicipal, interestadual, escolar, van, na caçamba de carro, de motocicleta. Claro que eu tenho um certo cuidado, mas não posso ter medo. Tento pensar positivamente, pois acho que atrai coisas boas. Normalmente, quem me dá carona diz que eu não aparento ser uma pessoa perigosa. A dica é manter aparência de estudante", afirma.

E avalia a viagem como positiva. "Quando me hospedo na casa de alguém ou pego carona, as pessoas acabam conversando comigo, contando suas histórias, problemas, acho que acaba sendo uma troca. Tenho descoberto como as pessoas são generosas, como o ser humano é bom, e é por isso que a viagem vem dado certo".
A proposta é que a jornada dure até setembro deste ano, quando Chimionato volta a São Paulo para o casamento do irmão mais novo. De Alagoas o mochileiro já procura carona e hospedagem em Pernambuco, sua próxima parada.
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Rogério durante passagem no Museu da Gente Sergipana, em Aracaju (Foto: Arquivo Pessoal/Rogério chilionato)Rogério durante passagem pelo Museu da Gente Sergipana, em Aracaju (Foto: Rogério Chimionato/Arquivo pessoal)

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