Avião com 295 a bordo cai na Ucrânia

Avião com 295 a bordo cai na Ucrânia (Avião com 295 a bordo cai na Ucrânia (Avião com 295 a bordo cai na Ucrânia (Maxim Zmeyev/Reuters)))



O Boeing 777-200 da Malaysia Airlines que caiu na Ucrânia com 295 pessoas a bordo, supostamente derrubado por um míssil, é um avião de longo alcance e está entre os maiores bimotores do mundo, segundo a fabricante norte-americana.
Com capacidade para até 440 passageiros, os Boeings 777 são escolhidos por companhias aéreas para voos internacionais de longas distâncias.
O modelo que caiu nesta quinta-feira (17) é igual ao do avião da Malaysia Airlines que desapareceu na madrugada do dia 8 de março, após decolar de Kuala Lumpur, na Malásia, com destino a Pequim. Havia 239 pessoas a bordo.
O primeiro 777-200 entrou em operação em 1995, pela companhia United Airlines, dos Estados Unidos. O modelo voa a até 950 quilômetros por hora, tem 63,7 metros de comprimento e 60,9 metros de envergadura.

No Twitter, a Boeing afirmou que aguardava mais informações sobre o incidente e que estava pronta para prestar a assistência necessária.
Até o desaparecimento do avião na Malásia, o único acidente com morte de passageiros do Boeing 777-200 havia sido em julho de 2013, após um avião da companhia Asiana perder as rodas, a cauda e um motor em um pouso no aeroporto de São Francisco (EUA). Três pessoas morreram no incidente.

Descompressão
Em 5 de março, a agência que regula a aviação civil nos Estados Unidos publicou em 5 de março uma diretriz de aeronavegabilidade (espécie de norma de voo) para aviões Boeing do modelo 777, alertando sobre o risco de corrosão ou rachaduras na fuselagem que poderiam levar a uma descompressão interna e falhas estruturais no avião.
Na regra, o órgão determinou uma revisão e repetitivas inspeções na cobertura visual da fuselagem, principalmente na área abaixo e na região próxima da adaptação da antena de comunicação via satélite (SATCOM). A FAA pediu que qualquer defeito ou sinal de corrosão na fuselagem fosse corrigido.  A possibilidade de uma descompressão interna, de forma lenta, sem que os passageiros e a tripulação percebessem o que ocorria, ou de forma rápida, quebrando a aeronave, foi levantada, inicialmente, após o sumiço do MH370 em março.
 
Twitter Boeing (Foto: Reprodução)Twitter da Boeing com postagem sobre a queda de avião na Ucrânia (Foto: Reprodução)

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