Grupos de luta contra Aids lamentam morte de cientistas na queda de avião

 Pessoas se reúnem em Melbourne, na Austrália, nesta sexta-feira (18), perto de local onde ocorrerá a 20ª Conferência Internacional de Aids depois da notícia de que pesquisadores a caminho do evento estavam no voo MH17 (Foto: AFP Photo)O universo da pesquisa contra a Aids estava em estado de choque nesta sexta-feira (18) pelo fato de que dezenas de destacados especialistas na área podem ter morrido a bordo do avião que foi derrubado na Ucrânia, provocando um duro golpe nas esperanças de uma cura para a doença. Algumas mortes já foram confirmadas.
Foto de 2003 mostra Joep Lange durante uma conferência; pesquisador estava entre os passageiros do voo MH17, que caiu na Ucrânia nesta quinta-feira (Foto:  AFP Photo/Jean Ayissi)
Foto de 2003 mostra Joep Lange durante uma
conferência; pesquisador estava entre os
passageiros do voo MH17, que caiu na Ucrânia nesta
quinta-feira (Foto: AFP Photo/Jean Ayissi)
Entre eles estava Joep Lange, que pesquisava a doença havia mais de 30 anos e era considerado uma das maiores autoridades na área, admirado por sua defesa incansável da garantia do acesso barato a drogas de combate à Aids em países pobres.
"Ele é um dos ícones de todo esse campo de pesquisa. Sua perda é imensa", disse Richard Boyd, professor de imunologia na Universidade Monash, de Melbourne, à Reuters.
Estima-se que até 100 pessoas que iam para uma conferência anual sobre Aids em Melbourne se encontravam no voo, noticiou a Fairfax Media, entre eles Lange, ex-presidente da Sociedade Internacional de Aids (IAS, na sigla em inglês), responsável pelo evento.
"A cura da Aids poderia estar a bordo daquele avião, simplesmente não sabemos", disse Trevor Stratton, um consultor sobre Aids que já se encontrava em Sydney para um pré-evento, à rede Australia Broadcasting Corp.
A conferência, marcada para começar no domingo, tem entre os principais palestrantes deste ano o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e são esperados mais de 12 mil participantes.
A IAS ainda trabalhava com as autoridades responsáveis para confirmar o número de conferencistas a bordo do avião.
"Em reconhecimento à dedicação de nossos colegas na luta contra o HIV/Aids, a conferência vai continuar como planejado e vai incluir oportunidades para refletirmos e nos lembrarmos daqueles que perdemos", disse a entidade em comunicado.

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